Novo cotidiano.
E as ligações que não fiz.
As mensagens que não mandei.
As fotos que apaguei.
A minha vida em um único dia, e, nesse dia,
minha vida inteira.
Tudo tão certo, tão frio, tão concreto.
Espaço demais, liberdade. Espaço de
menos, também.
Simbiose.
Individualidade.
Promessas.
Dúvidas.
Certeza.
Sair pra se encontrar. E se perder. E me
perder. E eu te perder.
Abrir a mente demais.
De menos.
Qual o limite?
Linhas muito tênues que nem percebemos que
estamos cruzando.
Fala que me ama.
É da boca pra fora?
É do momento?
E se for, o momento conta?
Verdades.
Mentiras. E, nisso, tudo, incertezas bem
certas.
Poemas digitais.
Poemas manuscritos.
Poemas datilografados.
Poemas criptografados.
Como o corpo se comporta fora do corpo?
Como você se comporta fora de mim?
E eu, de você?
Como dois-que-eram-um se tornam dois?
E como esses dois se comportam?
No final de tantas dúvidas, tudo soou como
certeza.
E era tanta certeza, que acabei ficando na
dúvida.


